quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Histórias do Futebol Brasileiro.



HISTÓRIAS DO FUTEBOL BRASILEIRO

As lembranças são depositadas no album da saudade que guardamos
de um tempo que não volta mais


PRIMEIRO JOGO ENTRE CARIOCAS E PULISTAS

  



No Rio de Janeiro, por iniciativa do Oscar Cox, foi realizado a primeira partida entre brasileiros e membros da Colônia inglesa. O jogo foi realizado no dia 01 de agosto de 1901, no campo do Rio Cricket e teve a presença de apenas quinze pessoas. A partir deste jogo, Oscar Cox ficou entusiasmado e passou a se corresponder com Renê Vanorden do Internacional de São Paulo, além de Charler Miller e Cassemiro Costa para a realização do primeiro jogo entre cariocas e paulistas.

A partida aconteceu no dia 19DE OUTUBRO DE 1901, no campo do São Paulo Atletic. Na véspera do jogo, os cariocas viajaram de trem para São Paulo e cada jogador sua passagem (foto). Dois dias antes do embarque, Oscar Cox consultou os dirigentes da Estrada de Ferro Central o Brasil sob a possibilidade da delegação carioca viajar de cortesia, ou pelo menos, merecer um abatimento no preço das passagens. A resposta foi a seguinte – “A Estrada de Ferro Central do Brasil não foi feita para passeios de malandros e desocupados”.

Foram realizados dois jogos.  No primeiro, 1x1 e os times formaram assim:
Cariocas com Shubach, M.Farias e L.Nobrega. Oscar Cox, Wright e Mc.Collock. F.Walter, Horacio Santos, Julio Moraes, E. Moraes e Felix Frias.
Paulistas com Holland, Belfort Duarte, e Hans Nobilling, Vanorden, Jeffery e Muss. Ibãnez SDales, Boyes, Cassemiro, Charles Miller e Alício de Carvalho.
O juiz foi o senhor Lamont.

No dia seguinte aconteceu o segundo jogo. Novamente empate: 2x2. Com os mesmos jogadores e o mesmo juiz. Conforme estava programado, depois do jogo, os paulistas ofereceram um grande banquete a delegação cariocas, no Rotisserie Sport, com distribuição de brindes e inflamados discursos pelo grande feito, tendo como oradores OSCAR Cox e Charles Miller. Assim começou o intercâmbio entre cariocas e paulistas.


Fonte. Do Livro de Tomas Mazzoni – História do Futebol do Brasil – 1894 a 1950.




DATAS HISTÓRICAS DO FUTEBOL BRASILEIRO




Charles Miller - Ele introduziu o futebol no Brasil.

A primeira BOLA a chegar ao Brasil, foi trazida por Charles Miller que estudava na Inglaterra. Ele trouxe duas bolas em 1894.

O primeiro ESTÁDIO DE FUTEBOL, no Brasil, surgiu no Velodromo, em São Paulo. Foi inaugurado em 1875 para disputar competições de ciclismo. Em 1902, foi reformado para ser um campo de futebol, se transformando no primeiro estádio de futebol no Brasil, sendo palco de memoráveis jogos..

A primeira PARTIDA DE FUTEBOL, realizada no Brasil, aconteceu no dia 14 ou 15 de abril de 1895, em São Paulo, entre o The S.P. Raiway 4 x The Team do Gaz 2.

O primeiro clube a PRATICAR FUTEBOL no Brasil foi o São Paulo Atletic Club fundado no ano de 1888 para prática de Crickt.

O primeiro CLUBE A SER FUNDADO no Brasil foi o Sport Clube Rio Grande no dia 19 de julho de 1900, no Rio Grande do Sul. Em decorrência desta data, ficou estabelecido que o DIA DO FUTEBOL seria 19 de julho.

A primeira ENTIDADE DE FUTEBOL foi a Liga Paulista de Futebol, fundada no dia 19 de dezembro de 1901. Os clubes que fundaram a entidade foram: São Paulo Atletic, Associação Atlética Mackenzie Colege, Sport Clube Internacional, Sport Clube Germânia e Clube Atlético Paulistano.

O primeiro JOGO OFICIAL realizado no Brasil aconteceu na abertura do Campeonato Paulista de 1902. Aconteceu no Parque Antártica onde jogaram Mackezie 2 x Germânia 1. O PRIMEIRO GOL foi assinalado por Eppinggaux do Mackezie.

O primeiro CAMPEÃO OFICIAL no Brasil foi o São Paulo Aletic no campeonato paulista de 1902.

O primeiro ARTILHEIRO de um Campeonato oficial no Brasil foi o introdutor do futebol no Brasil, Charles Miller. Jogando pelo São Paulo Atletic marcou no campeonato de 1902 dez gols em novo jogos.
O primeiro LIVRO SOBRE FUTEBOL escrito no Brasil foi – Dicionário do Futebol, escrito por Guy Gay em 1905.

Fonte – Livro do Tomas Mazzoni – História do Futebol do Brasil – 1894 a 1950.



sábado, 4 de agosto de 2018



JOGOS INESQUECÍVEIS
               GRANDES DECISÕES DO FUTEBOL BRASILEIRO


                                      PRIMEIRA TAÇA BRASIL EM 1959 - Bahia 3 x Santos 1
                       
              

                                                         Bahia campeão brasileiro

Em pé: Nadinho. Leone. Henrique. Flávio. Vicente e Beto.
Agachados: Marito. Alencar. Léo. Mário e Biriba.



Contra a falsa malandragem de Atiê Jorge Cury e a vivacidade de Osório Vilas Boas. Contra o poderio do time do Santos e a fé no Senhor do Bonfim, a proteção do milagreiro São Judas Tadeu, as velas acesas em 365 igrejas, o rufo de atabaques de mil Candomblés, a Bahia em peso se levantou contra o Santos para ganhar a Taça Brasil de 1959. Era uma questão de honra.

A primeira Taça Brasil começou para o Bahia em agosto de 1959, quando os baianos venceram o CSA de Maceió por 5x0. No nordeste a coisa foi fácil. O tricolor despachou CSA, Ceará e Sport de Recife. Duro mesmo foi vencer o Vasco da Gama. O Bahia ganhou o primeiro jogo, no maracanã por 1x0. Em Salvador, o Vasco venceu por 2x1. A terceira partida foi também realizada em Salvador. Vitória do Bahia por 1x0. Agora, somente restava o famoso Santos de Pelé na decisão da primeira Taça Brasil.

O Santos achando que o titulo seria decidido em duas partidas, programou uma temporada pelo exterior para logo após a decisão da Taça Brasil. O clube paulista era poderoso, tinha Pelé, ganhador de muitos títulos e o grande favorito da competição. Entretanto, já no primeiro jogo realizado na Vila Belmiro, o Bahia mostrou que pensava seriamente no titulo. O Santos marcou logo 2x0. Foi quando veio a reação que ninguém esperava. O Bahia venceu por 3x2 com um gol de Alencar assinalado em cima da hora. O segundo jogo foi em Salvador. O Bahia jogava bem, e os baianos acreditavam que a festa poderia ser mesmo na Boa Terra. Acontece que neste jogo, Pelé estava num dia de genialidade comum e esmagou a defesa do Bahia. O Santos venceu por 2x0. A diretoria do Santos não quis jogar o terceiro jogo em Salvador e exigiu um campo neutro. A CBD atendeu. A segunda partida deveria ser jogada no dia 30 de dezembro. O Santos argumentou que não tinha datas disponíveis. A CBD manteve o jogo para a data programada. Foi então que o presidente do Bahia, Osório Vilas Boas, entrou na jogada. Psicologicamente, seu time não estava nada bem depois da derrota em Salvador. A temporada do Santos no exterior iria desgastar a equipe paulista. O Bahia teria tempo para se refazer. Por isso, concordou com o Santos e fez a CBD aceitar uma outra data: 29 de março, no maracanã.

Enquanto o Santos se arrebentava na Europa, jogando um dia sim outro não, o Bahia se preparava para a decisão. Na volta do clube da Vila Belmiro, Pelé teve que ser operado das amígdalas e ficou de fora da final. Entre os baianos, o treinador Geninho teve que retornar ao Rio de Janeiro por problemas particulares. Assumiu Carlos Volante.

Na noite de 29 de março de 1960, o maracanã recebe um bom publico, quase todos torcendo pelo Bahia que entrou em campo com Nadinho. Beto. Henrique. Vicente e Nezinho. Flavio e Mario. Marito. Alencar. Léo e Biriba. O Santos jogou a final com Lálá. Getulio. Mauro. Formiga e Zé Carlos. Zito e Mario. Dorval. Pagão. Coutinho e Pepe. O carioca Frederico Lopes foi o juiz. O início do jogo era igual, mas foi o Santos quem abriu a contagem através de Coutinho. O Bahia empatou com Vicente cobrando uma falta da intermediária. Nessas alturas, os baianos dominavam o jogo e os santistas demonstravam um cansaço com pouca disposição para disputar as bolas divididas. No primeiro minuto do segundo tempo, Léo marcou o segundo gol do Bahia. O Santos se desesperou. Coutinho tentava romper à defensiva dos baianos, mas tinha a marcação de Vicente em todas as partes do campo. O treinador Lula ainda tentou Tite no lugar de Pagão, mas não deu certo. Aos 24 minutos o juiz expulsou Getulio. Formiga reclamou exageradamente e também expulso. Aí o Santos começou a apelar. Aos 32 minutos, Coutinho agrediu Nezinho e foi colocado para fora. Vicente deu um soco em Coutinho e também foi obrigado a sair. Perdido por dois, perdido por mil, os santistas resolveram parar os baianos no pau. A policia entrou em campo e esfriou os ânimos. O juiz Frederico Lopes expulsou outro santista. Dorval deu uma tapa em Henrique e também saiu mais cedo. Aos 37 minutos, o Bahia sacramentou o titulo assinalando o terceiro gol. A festa já tinha começado na Bahia de todos os santos. Era também a vitória da malícia de Osório Vilas Boas que se impunha contra a pretensão de Atiê Jorge Cury. O dirigente do Santos, antes da decisão, havia enviado um telegrama ao San Lorenzo de Almagro, da Argentina, propondo datas e locais  para os dois jogos pela Taça libertadora. Só que o San Lorenzo jogou mesmo foi contra o Esporte Clube Bahia, o campeão da primeira Taça Brasil. Para ser campeão, o Bahia jogou quatorze vezes. Venceu nove. Empatou duas e perdeu três.
  
Contra a falsa malandragem de Atiê Jorge Cury e a vivacidade de Osório Vilas Boas. Contra o poderio do time do Santos e a fé no Senhor do Bonfim, a proteção do milagreiro São Judas Tadeu, as velas acesas em 365 igrejas, o rufo de atabaques de mil Candomblés, a Bahia em peso se levantou contra o Santos para ganhar a Taça Brasil de 1959. Era uma questão de honra.

A primeira Taça Brasil começou para o Bahia em agosto de 1959, quando os baianos venceram o CSA de Maceió por 5x0. No nordeste a coisa foi fácil. O tricolor despachou CSA, Ceará e Sport de Recife. Duro mesmo foi vencer o Vasco da Gama. O Bahia ganhou o primeiro jogo, no maracanã por 1x0. Em Salvador, o Vasco venceu por 2x1. A terceira partida foi também realizada em Salvador. Vitória do Bahia por 1x0. Agora, somente restava o famoso Santos de Pelé na decisão da primeira Taça Brasil.

O Santos achando que o titulo seria decidido em duas partidas, programou uma temporada pelo exterior para logo após a decisão da Taça Brasil. O clube paulista era poderoso, tinha Pelé, ganhador de muitos títulos e o grande favorito da competição. Entretanto, já no primeiro jogo realizado na Vila Belmiro, o Bahia mostrou que pensava seriamente no titulo. O Santos marcou logo 2x0. Foi quando veio a reação que ninguém esperava. O Bahia venceu por 3x2 com um gol de Alencar assinalado em cima da hora. O segundo jogo foi em Salvador. O Bahia jogava bem, e os baianos acreditavam que a festa poderia ser mesmo na Boa Terra. Acontece que neste jogo, Pelé estava num dia de genialidade comum e esmagou a defesa do Bahia. O Santos venceu por 2x0. A diretoria do Santos não quis jogar o terceiro jogo em Salvador e exigiu um campo neutro. A CBD atendeu. A segunda partida deveria ser jogada no dia 30 de dezembro. O Santos argumentou que não tinha datas disponíveis. A CBD manteve o jogo para a data programada. Foi então que o presidente do Bahia, Osório Vilas Boas, entrou na jogada. Psicologicamente, seu time não estava nada bem depois da derrota em Salvador. A temporada do Santos no exterior iria desgastar a equipe paulista. O Bahia teria tempo para se refazer. Por isso, concordou com o Santos e fez a CBD aceitar uma outra data: 29 de março, no maracanã.

Enquanto o Santos se arrebentava na Europa, jogando um dia sim outro não, o Bahia se preparava para a decisão. Na volta do clube da Vila Belmiro, Pelé teve que ser operado das amígdalas e ficou de fora da final. Entre os baianos, o treinador Geninho teve que retornar ao Rio de Janeiro por problemas particulares. Assumiu Carlos Volante.

Na noite de 29 de março de 1960, o maracanã recebe um bom publico, quase todos torcendo pelo Bahia que entrou em campo com Nadinho. Beto. Henrique. Vicente e Nezinho. Flavio e Mario. Marito. Alencar. Léo e Biriba. O Santos jogou a final com Lálá. Getulio. Mauro. Formiga e Zé Carlos. Zito e Mario. Dorval. Pagão. Coutinho e Pepe. O carioca Frederico Lopes foi o juiz. O início do jogo era igual, mas foi o Santos quem abriu a contagem através de Coutinho. O Bahia empatou com Vicente cobrando uma falta da intermediária. Nessas alturas, os baianos dominavam o jogo e os santistas demonstravam um cansaço com pouca disposição para disputar as bolas divididas. No primeiro minuto do segundo tempo, Léo marcou o segundo gol do Bahia. O Santos se desesperou. Coutinho tentava romper à defensiva dos baianos, mas tinha a marcação de Vicente em todas as partes do campo. O treinador Lula ainda tentou Tite no lugar de Pagão, mas não deu certo. Aos 24 minutos o juiz expulsou Getulio. Formiga reclamou exageradamente e também expulso. Aí o Santos começou a apelar. Aos 32 minutos, Coutinho agrediu Nezinho e foi colocado para fora. Vicente deu um soco em Coutinho e também foi obrigado a sair. Perdido por dois, perdido por mil, os santistas resolveram parar os baianos no pau. A policia entrou em campo e esfriou os ânimos. O juiz Frederico Lopes expulsou outro santista. Dorval deu uma tapa em Henrique e também saiu mais cedo. Aos 37 minutos, o Bahia sacramentou o titulo assinalando o terceiro gol. A festa já tinha começado na Bahia de todos os santos. Era também a vitória da malícia de Osório Vilas Boas que se impunha contra a pretensão de Atiê Jorge Cury. O dirigente do Santos, antes da decisão, havia enviado um telegrama ao San Lorenzo de Almagro, da Argentina, propondo datas e locais  para os dois jogos pela Taça libertadora. Só que o San Lorenzo jogou mesmo foi contra o Esporte Clube Bahia, o campeão da primeira Taça Brasil. Para ser campeão, o Bahia jogou quatorze vezes. Venceu nove. Empatou duas e perdeu três.


                     CAMPEONATO CARIOCA DE 1960 – AMERICA 2 X FLUMINENSE 1



               
                 
Dizem os estrategistas que a guerra vai até a última batalha, e de nada valem as vitórias nas diversas escaramuças se, no final, cede-se o terreno que defendia, deixando o inimigo fixar o marco de uma conquista na fortaleza que era necessário manter incólume. E foi isso que aconteceu naquele dia 18 de dezembro de 1960 no maracanã. O Fluminense foi a prova viva de que os generais do passado tinham sua dose de razão.

O Fluminense liderou o campeonato carioca de 1960 desde de sua primeira rodada. Somente perdeu a última batalha quando deixou cair por terra todos os sonhos do bicampeonato em apenas doze minutos. De fato, quando o América assinalou o gol do titulo que perseguia há 25 anos, o relógio marcava trinta e três minutos do segundo tempo. E o Fluminense, embora lutando até o final, não encontrou mais o rumo certo para desfazer os 2x1. Com o empate, os tricolores ganhariam uma guerra que venceu tantas e tão gloriosas batalhas.

O Fluminense começou cauteloso, esperando que o América partisse para o ataque. Aos americanos somente a vitória interessava. Os tricolores tinham uma defesa bem postada e impedia as avançadas do adversário. Aos vinte e seis minutos, Telê Santana encobriu o goleiro Ari e colocou a bola no angulo direito da meta do América. O zagueiro Wilson Santos saltou e defendeu com a mão. Penalti. Pinheiro cobrou a abriu a contagem para o Fluminense. Os tricolores jogavam bem e parecia o começo do fim para os rubros.

Entretanto, duas modificações mudaram o panorama do jogo. No Fluminense, saiu Paulinho, contundido, e entrou Jair Santana. No América, Fontoura substituiu a Antoninho. Os tricolores perderam no meio campo e seu ataque ficou sem municiamento. Os americanos ganharam no ataque e passar a pressionar a defensiva do Fluminense. Aos quatro minutos do segundo tempo, Fontoura deu um passe para Ivan que cruzou para a área do Fluminense. O ponteiro Nilo entrou rápido e empatou o jogo. O empate ainda servia para o clube de Alvaro Chaves, Mas, os americanos acreditavam na vitória e jogavam melhor. O Fluminense se encolheu para manter o resultado. Aos trinta e três minutos, cobrando uma falta fora da área, Nilo chutou forte e de efeito. O goleiro Castilho pegou e largou nos pés de Jorge que marcou o gol do titulo. No final, o América fez por merecer a vitória. No segundo tempo dominou o jogo, aproveitou as oportunidades e as falhas da defesa do Fluminense. O treinador Jorge Vieira foi um estrategista que soube ganhar a guerra.

Jogo realizado no maracanã, no dia dia 18 de dezembro de 1960.
América 2 x Fluminense 1 –
Gols de Nilo e Jorge (América). Pinheiro (Fluminense)
Juiz: Wilson Lopes de Souza.
Renda: 3.973.606,00
América: Ari. Jorge. Djalma Dias. Wilson Santos e Ivan. Amaro e João Carlos. Calazans. Antoninho (Fontoura). Quarentinha e Nilo.
Fluminense: Castilho. Jair Marinho. Pinheiro. Clovis e Altair. Edmilson e
Paulinho (Jair Francisco). Maurinho. Telê Santana. Valdo e Escurinho.


(Jornal O GLOBO)


                   CAMPEONATO CARIOCA DE 1948 – BOTAFOGO x VASCO DA GAMA


                                                     Botafogo campeão carioca de 1948.

Em pé: Gerson. Osvaldo. Nilton Santos. Rubinho. Avila e Juvenal.
Agachados: Paraguaio. Geninho. Pirilo.Otávio e Braguinha.

No dia 12 de dezembro de 1948, mas de cinqüenta mil torcedores se comprimiam no desconfortável estádio de General Severiano. Botafogo e Vasco iriam decidir o campeonato carioca daquele ano. A torcida suportava o calor sem reclamar e aguardava a entrada dos times que demoravam a surgir pelo túnel que ficava em frente às sociais. O Vasco estava escalado com Barbosa. Augusto e Wilson. Eli. Danilo e Jorge. Friaça. Ademir. Dimas. Ipojucan e Chico. O treinador Zézé Moreira do Botafogo mandou a campo Osvaldo. Gerson e Nilton Santos. Rubinho. Avila e Juvenal. Paraguaio. Geninho. Pirilo. Otavio e Braguinha.

No final do jogo, a vibração e a surpresa do resultado. O Botafogo dominou o supertime do Vasco, impondo-lhe o inesperado placar de 3x1. O publico deixou o estádio sem entender direito o que aconteceu. No dia seguinte, através dos jornais e emissoras de rádio, todos ficaram sabendo que muita coisa estranha havia ocorrido antes do jogo. Fatos que levaram os vascainos a contestarem a vitória do Botafogo. Jogadores vascainos reclamaram que foram vitimas de uma chuva de pó de mico, o seu vestiário fora recém pintado de cal forte, aquele de arder os olhos e prender a respiração, e o pior, Ademir garantia que alguém colocou droga nas garrafas térmicas do vasco, terrível doping de ação inversa, que fez a equipe ficar sem poder correr como devia. Apenas Eli se destacava e pedia mais empenho aos companheiros. Logo ale que se negara a tomar água nas garrafinhas, tendo se limitado a chupar uma laranja antes do jogo.

O Vasco era um super time, e havia conquistado o campeonato sul-americano de clubes em Santiago do Chile. O Botafogo era um time impulsionado pelas superstições de uma mística criada pelo presidente Carlito Rocha e materializada na figura simpática de um cachorrinho chamado Biriba.  No primeiro turno, a diretoria do Vasco baixou uma ordem proibindo a entrada de animais em São Januário, alusão direta a Biriba, mascote do Botafogo. O presidente Carlito Rocha se queimou com a história. Colocou o Biriba debaixo do braço e entrou com ele pelo portão principal do campo do Vasco afirmando que queria ver quem ia tirar o cachorro de seus braços. O clima, portanto, já era de guerra na primeira fase do campeonato. Pior aconteceu na decisão em General Severiano.

Os ricos torcedores portugueses do Vasco compraram cadeiras com números sucessivos para formar um bloco grande e unido em torno do seu clube. Os homens do Botafogo resolveram espalhá-los pelo estádio, estragando os planos vascainos. Da noite que antecedeu ao jogo, até  a madrugada do Domingo, o pessoal do Botafogo remanejou as cadeiras, de modo que um torcedor do Vasco não ficasse ao lado do outro. O túnel destinado ao Vasco estava com água cortada, sanitário entupido e o cal na parede. O time vascaino já chegou com roupa trocada, mas teve que passar por um túnel encoberto com uma tela. Os jogadores afirmaram que na tela havia pó de mico. Alguns afirmam que no vestiário do clube vascaino havia um móvel que encobria um buraco por onde pessoas do Botafogo entraram para contaminar as garrafinhas de água. A delegação do Vasco não ficou muito tempo no vestiário, mas deixou seus pertencem e um funcionário na porta. Essa a versão dos vascainos.

Quem viu o jogo atesta que foi um banho de bola. Os jogadores do Botafogo pareciam movidos por um doping positivo, enquanto que o Vasco aparentava um estado semiletárgico. O juiz Mário Viana afirmou que não viu nada de anormal. Para ele, tudo se deve a garra com que o time do Botafogo se portou, surpreendendo o adversário, que não esperava toques de bola tão rápidos.  Essas são as várias versões. Verdadeiras ou não, a conclusão é que o Vasco ficou com o jogo atravessado na garganta.

O Botafogo venceu por 3x1. Paraguaio marcou o primeiro gol logo aos dois minutos de jogo. Pouco antes de encerrar o primeiro tempo, Braguinha aumentou para dois. Otávio marcou o terceiro e minutos depois Ávila fez contra o gol solitário do Vasco. Naquelas alturas a torcida vascaina parecia sentir a incapacidade de reação do seu time. Calaram-se, angustiados, contrastando com a festa da pequena torcida do Botafogo.









sexta-feira, 17 de março de 2017

Fotos de lances do futebol



FOTOS DE LANCES DO FUTEBOL 


1965 - CRB 0 x Campinense 1 - Taça Brasil.
O goleiro Roberto, do Campinense, desvia a bola da cabneça do atacante do CRB, Xavier. 


1960 - Final do Campeonato Carioca - América 2 x Fluminense 1.
Lance do gol do título. Jorge aproveitando a bola largada pelo Castilho. 


1965 - Campeonato Alagoano - Capelense 0 x CSA 1 - em Capela.
Defesa do goleiro do Capelense, Capitão. O zagueiro Massangana procura barrar a investida
do artilheiro do CSA, Arcanjo. 


1962 - Copa do Mundo no Chile - Final.
Brasil 3 x Techecoslovaquia 1
Lance do segundo gol do Brasil assinalado pelo Zito.


1968 - CSA 3 x CRB 2 - Decisão do campeonato que valeu um tetracampeonato para o  CSA.
Lance final do gol da vitória do CSA, Petrruce, autor do gol, não aparece na foto.
Vemos os jogadores do CRB, Beba, Paulo Nylon, Nadinho e o goleiro Pompéia, caído.


 1951 - Vasco 2 x Botafogo 1 - Campeonato carioca.
Ademir, mesmo acossado pelo zagueiro Arati, marca mais um gol para o Vasco.
O companheiro Chico apenas observa.


1952 - Alagoas 2 x Pernambuco 3 - Campeonato Brasileiro de Seleções.
Foto do segundo gol dos pernambucanos assinalado pelo zagueiro alagoano,
Paulo Mendes, contra. 


1951 - Botafogo 1 x Vasco 0 - Campeonato Carioca.
O goleiro Osvaldo Baliza, do Botafogo, defende entre dois atacantes do Vasco, Maneca e Ipojucan.
O zagueiro, Basso, apenas observa a defesa do companheiro.
1952 - CSA 3 x CRB 2 - Campeonato Alagoano.
Defesa do goleiro do CSA, Dudu.
Observem que o lado da geral do campo da Pajuçara está completamente cheio.

1904 - Lance de um jogo no campo o Velodromo, o primeiro de São Paulo. O time que fez o gol é o Paulistano. 


1979 - Decisão do campeonato alagoano - CRB 2 x CSA 0.
Lance do segundo gol assinalado por Silva que aparece com a camisa escura.  


1957 - Botafogo 6 x Fluminense 2 - Decisão do Campeonato Carioca.
Foto de um dos gols do Paulinho Valentim. Ele entrou com bola e tudo.


1980 - CSA 1 x CRB 1 - decisão do campeonato alagoano.
O empate deu o título de campeão do CSA.
O lance é do gol de empate de autoria de Reinaldo que aparece voltando para o abraço dos companheiros. O gol do título.


1947 - Campeonato carioca - Olaria 1 x Botafogo 0.
O lance é do único gol de autoria do atacante Baiano.
Foto do Esporte Ilustrado.


1946 - Bahia 1 x Alagoas 0 - Campeonato brasileiro de seleções - Em Salvador.
Ataque dos baianos. O goleiro alagoano, Dudu, se prepara para a defesa e o zagueiro Miguel Rosas
está em cima da linha, atento.


1952 - Campeonato Brasileiro de Seleções - Paulistas 3 x Carioca 1
A foto mostra uma defesa sensacional do goleiro Gilmar.
Foto do Esporte Ilustrado.



1963 - Campeonato Alagoano CRB 4 x Estivadores 4.
Mesmo apetado entre o zagueiro, Boleado e o goleiro Galego do Estivadores, o artilheiro Canhoto assinalou um dos gol do CRB.


1951 -  Decisão da Copa Rio - Palmeiras 2 x Juventus da Itália 2. 
Este gol deu o título de campeão ao Palmeiras.
No lance, depois de confusão na área italiana, Liminha que está caindo, marcou o gol da
conquista brasileira.  


1980 - Taça de Prata - CSA 1 x Ferroviária de Araraquara 1
O lance é do gol do CSA. O artilheiro Dentinho recebeu um lançamento invadiu
a área dos paulistas e marcou o único gol do jogo. 



1950 - Copa do Mundo no Brasil.
Brasil 6 x Espanha 1 - Um dos gols de Ademir.   


1952 - Alagoas 3 x Sergipe 1 - Campeonato brasileiro - no Mutange.
Na foto. O goleiro alagoano Bandeira afasta o perigo  diante do atacante sergipano Bequinho.
O zagueiro Paulo Mendes observa a defesa do companheiro.



1940 - Jogo realizado em Fortaleza - Ceará 1 x Bahia 1
A defesa é do goleiro do Ceará.
Foto do Esporte Ilustrado.


1953 -  Auto Esporte e Ferroviário.
O zagueiro do Ferroviário, Dirson afasta o ataque do Auto Esporte diante do jogador Italo.
No lado direito da foto,o zagueiro Orizon observa a cabeçada do companheiro.  
O campo é o Mutange, do CSA.


Flamengo 4 x Vasco 1 - Um dos gols de Dida.
Ele aparece cabeceando para a meta de Carlos Alberto. Orlando tentou evitar e não conseguiu.
Moacir apenas observa o lance.


1965 - CRB 0 x Santos 6 - Amistoso na Pajuçara.
O lance envolve o atacante Coutinho e o zagueiro Evandro e o goleiro Dirceu Arruda.
Observem como o campo estava super lotada. Tinha torcedor até na pista.


1950 - Campeonato Carioca - Fluminense 2 x Vasco 0.
Barbosa alcança a bola antes da bicicleta de Carlayle. Silas e Laerte observam a jogada.


1980 - CSE 0 x CRB 1 - Campeonato alagoano.
O lance é do gol da partida. O artilheiro Luis Fernando volta para receber os abraços dos companheiros.


1953 - Torneio Rio-São Paulo - São Paulo 3 x Fluminense 1.
O lance de um dos gol de Ponce de Leon para os paulistas que aparece  chutando contra a meta de Veludo.
Foto do Esporte Ilustrado.


1954 - Campeonato Brasileiro de Seleções - Alagoas 4 x Paraíba 3.
O lance é do quarto gol de Dida que chutou sem ângulo e venceu o goleiro Harry Carrey.
Esse foi o jogo que levou Dida para o Flamengo.


1946 -0 Decisão do campeonato carioca - Fluminense 1 x Botafogo 0.
Defesa do goleiro do Fluminense, Robertinho, pressionado pelo Heleno de Freitas.
O zagueiro tricolor, Haroldo, apenas observa. 
Foto do Esporte Ilustrado


1941 - CSA 2 x Sport Clube do Recife 4.
Defesa do goleiro do CSA, Palito, diante do atacante do Sport Pirombá.
O zagueiro Nhô está atento.


1949 - Vasco 4 x Bangu 2 - Foto do gol do Ademir que aparece cabeceando para a meta banguense.
Ainda vemos Mirim e Gualter.


1983 - CRB 2 x  CSA 0 - Campeonato alagoano.
Lance do gol de Joãozinho Paulista.O goleiro Zé Luiz está caído
e o zagueiro do CSA tenta impedir a entrada da bola na sua meta.


1955 - Vasco 5 x Bangu 3 - Campeonato Carioca.
Na foto, uma defesa do goleiro vascaino Barbosa diante do atacante banguense
Décio Esteves. Ainda aparecem Jorge. Menezes e Eli.


1963 - CSA 3 x CRB 2 - Campeonato alagoano.
Gol do CRB assinalado pelo Canhoto que aparece caído. 
Na foto ainda vemos o atacante Edinho, o goleiro Batista (caído) e o zagueiro Chico.


1952 - América 1 x Vasco 0.
Inauguração do Campo do América. O lance é do único gol do jogo.
Leônicas da Selva chegou primeiro que o goleiro Ernani e desviou para as redes vascainas. 
Augusto apenas observa o lance.
Foto fo Esporte Ilustrado.



1952 - Campeonato Brasileiro de Seleções - Alagoas 2 x Pernambuco 3.
A foto serve para mostrar a geral do campo do Mutange totalmente cheia. Pelo lado de fora
do estádio também tinha torcedores assistindo o jogo mesmo de forma parcial.  


1941 - Flamengo x Botafogo - Campeonato carioca.
O ponteiro Valido coloca a bola fora do alcance do goleiro Aymoré.


Uma bela tentativa defesa do goleiro Elias do CSA em 1965.


1962 - Decisão do carioca - Botafogo 3 x Flamengo 0. 
Lance de um dos gols do Garricha.

1963 - Amistoso - CRB 3 x Santa Cruz do Recife 1.
Lance do gol de Canhoto que aparece indo buscar a bola nas redes pernambucana.


1952 - Paulistas 2 x Cariocas 2 - Campeonato Brasileiro.
A defesa é do goleiro Castilho. Pinga está por perto.
Eli. Baltazar e Arati apenas observam.  
Foto do Esporte Ilustrado.


1956 - Portugal 0 x Brasil 1 - Amistoso em Lisboa.
O lance é do gol do Brasil. Gino, de bicicleta.


1982 - CSA x CRB - 
Lance de uma defesa sensacional do goleiro do CSA, Zé Luiz.


1945 - Vasco 1 x Fluminense 1 -
O goleiro do Fluminense, Alfredo, defense diante do vascaino Ademir.
O zagueiro do tricolor é Haroldo.
 Foto do Esporte Ilustrado..


1966 - CRB 1 x CSA 0 no campo da Pajuçara.
Defesa do goleiro do CSA, Jurandir. Os zagueiros Cláudio e Manacés
observam a defesa do companheiro. Ao longe, o árbitro é Manoel Amaro.


1942 - Madureira 5 x Fluminense 1.
A foto é de um dos gols do Madureira. Isaias marcou de letra.
foto do Esporte Ilustrado. 


1947 - Vasco 5 x Flamengo 2 - O lance é do gol do Flamengo, Vevé.
Foto Esporte Ilustrado




1950 - Copa Rio Branco - Brasil 3 x Uruguai 2.
Gol de Ademir que não aparece na foto.
Foto do Esporte Ilustrada.





1952 - Campeonato Alagoano - CSA 3 x Auto Esporte 1.
O lance é do gol do Dida.
Por trás do artilheiro aparecem Wilson (Auto Espoprte) e Zé Maria (CSA).


1947 - Vasco x Madureira.
O lance é do gol de Dimas.


Flamengo 4 x Vasco 1 - Gol do Dida.
Ele aparece cabeceando para a meta de Carlos Alberto. Na foto ainda vemos 
Orlando do Vasco e Moacir do Flamengo.


1941 - CSA 2 x Sport Recife 4
Amistoso no campo do Mutange em Maceió.
A defesa é do goleiro Palito do CSA. Na foto ainda vemos
o zagueiro Nhô e o atacante Pirombá.


1949 - Campeonato Sul Americano - Brasil 5 x Colômbia 0. 
O lance é do gol de Orlando, de bicicleta.


1952 - CSA 3 x CRB 2 - campeonato alagoano.
Defesa do goleiro Dudu diante dos atacantes do CRB,Eduardo e Zeca.
Foto do Roberto Plech.


Dois lances driblando o lateral do Fluminense, Paulo.


1951 - CRB 3 x CSA 2 - Campeonato Alagoano.
A defesa é do goleiro do CSA, Carijó. Aparecem, de costas: Paulo Mendes (3)
e Nivaldo Yang Tay (2). Mais atrás está Nildo.
Foto do Roberto Plech

1946 - Fluminense 3 x Flamengo 3 - Campeonato Carioca.
A defesa é do goleiro do Fluminense, Robertinho. Ainda parecem na foto, Pirilo e Bigode.
Foto do Esporte Ilustrado.
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1981 - CSA 0 CRB 0
Defesa do goleiro Miguel do CRB. Ao seu lado aparece o companheiro Cicero.


1947 - Vasco 1 x Américo - O lance é do gol do Djalma.
Foto do Esporte Ilustrado.


1966 - Capelense 4 x Estivadores 0 - Gol de Geofonso.
Foto de José Ronaldo.


1949 - Vasco 5 x Campeonato Carioca - Vasco 5 x Fluminense 3.
Gol de Orlando para o Fluminense.
Foto do Esporte Ilustrado.


1954 - Ferroviário x Auto Esporte no campo do Mutange.
O zagueiro Dirson, do Ferroviário, afasta o perigo da sua área diante do atacante do 
Auto Esporte, Zito Sarmento.
Foto de Roberto Plech.


1962 - Decisão do Campeonato Carioca -Botafogo 3 x Flamengo 0.
Garrincha vai passar por Gerson  que termina com mais um gol do Botafogo.


1965 - CRB 0 x Santos 6 - Amistoso na Pajuçara.
O lance é do segundo gol do Coutinho.
O campo estava lotado. Tinha até cadeiras de pista. 


1949 - Vasco x Flamengo - no campo do Fluminense.
Um lance curioso entre Maneca (Vasco) e Job (Flamengo).
Revista Esporte Ilustrado.


1965 - Capelense 1 x CSA 2 -  O goleiro do Capelense se antecipa ao atacando do CSA, Arcanjo.
O zagueiro Massangana protege seu companheiro.


                                       1953 - Vasco x Flamengo pelo campeonato carioca.
                           O atacante Joel pulou desastradamente em cima do zagueiro do Vasco.
O goleiro Barbosa conseguiu segurar a bola com dificuldade. 

1980 - Final do campeonato Alagoano - CSA 1 x CRB 1.
O lance é do gol do Joãozinho Paulista para o CRB. Ele aparece cabeceando para as redes azulinas.
Com o empate, o CSA foi o campeão.

1971 - Atlético Mineiro 1 x Botafogo 0 
Gol de Dario que garantiu o titulo de campeão brasileiro para os mineiros. 



1966 - CSA 3 x CRB 1 - Grande defesa do goleiro do CSA, Jurandir.
O lance é observado por Ozete do CSA  Manoelzinho do CRB.


                                                        ADEMIR MARQUES DE MENEZES –
O craque do meu coração.

ADEMIR nasceu em Recife no dia 08 de novembro de 1922. Foi um dos maiores goleadores do futebol brasileiro. Jogador inteligente observava e explorava as deficiências dos adversários. Tinha o faro raro dos artilheiros. Uma bola lançada em profundidade dificilmente Ademir deixava de marcar seus gols. O pique extraordinário e as arrancadas fulminantes eram as marcas registradas do “queixada”. Era presença obrigatória na seleção carioca e brasileira. Foi artilheiro da Copa do Mundo de 1950 com nove gols em seis jogos. Conquistou cinco títulos de campeão carioca jogando pelo Vasco.  Pelo Fluminense foi csmpeão em 1946. Teve uma turbulenta transferência para as Laranjeiras em 1946 quando o treinador tricolor, Gentil Cardoso, disse ao presidente do Fluminense: “Me dê Ademir e eu lhes darei o campeonato”. A decisão do campeonato carioca de 1946 foi entre Fluminense e Botafogo em São Januário. O Fluminense venceu o Botafogo por 1x0, gol de ADEMIR. Em 1949  Ademir voltou para o Vasco da Gama. O grande craque pernambucano que começou jogando no Sport Recife, foi artilheiro do campeonato carioca de 1949 com trinta gols e 1950 com vinte e três gols. Na seleção brasileira, jogou quarenta e uma partidas e marcou trinta e cinco gols. Foi campeão sul-americano em 1949.

Seu estilo de jogo era o que havia de melhor em sua época. Sua versatilidade em atuar em qualquer posição do ataque e sua habilidade nas arrancadas para o gol adversário obrigava as defesas criarem maneiras para contê-lo. Ademir fazia jogadas que maravilhava a torcida brasileira. Uma bola lançada em direção à área adversária encontrava o centro avante numa arrancada como um raio. O desfecho da jogada, era quase sempre com a bola no fundo das redes.

O pernambucano Ademir Marques de Menezes, conquistou muitos títulos e se transformou em um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro. Foi bi campeão pernambucano pelo juvenil do Sport Recife nos anos de 1939 e 1938. Foi tri campeão pelos profissionais do clube rubro negro em 1939. 1940 e 1941. Com a camisa do Vasco da Gama, foi campeão carioca nos anos de 1945. 1948. 1949. 1950 e 1952. Também foi super campeão pelo Fluminense em 1946. Pela seleção carioca foi campeão brasileiro nos anos de 1943. 1944. 1946 e 1950. Vestindo a camisa da seleção brasileira foi campeão sul-americano de 1949. Campeão pan-americano de 1952 e vice-campeão mundial em 1950.





1970 - Primeiro gol conquistado na inauguração do Estádio Rei Pelé.
Autor: Douglas. Data: 25.10.1970.


1958 - Flamengo 4 x Vasco 1 - A foto é do gol do Dida.
Ainda aparecem Carlos Alberto, Orlando (Vasco) e Moacir (Flamengo).


1980 - Em dia de clássico o goleiro, Zé Luiz do CSA, faz uma grande defesa.



1969 - Brasil 6 x Venezuela 0 - Eliminatória para a Copa de 1970.
A foto é de um dos gols do Tostão.


1981  - CSA 3 x Capelense 1 - com este resultado o CSA ficou com o titulo de campeão.
A foto mostra o lance que antecedeu ao gol de Freitas.


                          1957 - Decisão do campeonato carioca - Botafogo 6 c Fluminense 2.
                                   Um dos gols do artilheiro da partida, Paulinho Valentim .

1952 - CSA 3 x CRB - Na foto, uma linda defesa do goleiro Dudu, do CSA


1978 - Decisão do campeonato carioca - Flamengo 1 x Vasco 0
O lance é do gol do Rondinelli,.


1965 - CRB 0 x  Santos 6.
Lance na área do CRB com   Pelé. Aguiar (encoberto), Lourival e Coutinho.


1952 -  Campeonato Carioca - Vasco 1 x Flamengo 0 
A foto é do gol de Ademir. 
Depois de receber um passe de Ipojucan, Ademir passou pela zaga do Flamengo
e desviou do goleiro Garcia.
Foto do Jornal Ultima Hora.


1951 - CSA 3 x CRB 2 
A defesa é do goleiro do CSA, Carijó.
O numero 3 é Paulo Mendes. O 2 é Nivaldo Yang Tay e mais atrás, Nildo.

1956 - Brasil 1 x Portugal 0 - A foto é do gol do Gino, de bicicleta.


1941 - CSA 2 z Sport Recife 4 - Na foto, uma defesa do goleiro do CSA Palito
que cai aos pés do atacante Pirombá., Nhô fica apenas observando.

1948 - Decisão do Torneio Municipal - Fluminense 1 x Vasco 0.
Gol de Orlando, de bicicleta.
Foto do Esporte Ilustrado.


1923 - Lance de um jogo CSA x CRB no campo do Muitange.



1981 - Campeonato nacional -  CSA 1 x Vasco 1.
Defesa de Mazzaropi mdiante ndo atacaante Dentinho


1955 - Vasco 1 x Flamengo 1 - Um lance espetacular
do atacante Paulinho (Flamengo) e o goleiro Helio (Vasco).. 
Foto da Manchete Esportiva.


Esta defesa sensacional é do goleiro do CRB Cesar. Ele foi um dos melhores goleiros da história do futebol alagoano.



1950 - Corinthians 2 x Vasco 1- no Pacaembu.
No lance, o goleiro Bino defende impedindo a investida de Ademir. Foi dia de chuva e o
gramado estava muito ruim.


1983 - CRB 2 x CSA 1 - Gol de Joãozinho Paulista
Café aparece ao lado do artilheiro e o zagueiro do CSA ainda tentou evitar que a bola entrasse


1942 - Vasco 4 x Bangu 2 - Campeonato carioca.
O artilheiro Ademir marca mais um gol para o Vasco com um 
leve toque que encobriu o goleiro Mão de Onça.
Foto do Esporte Ilustrado.


1965 - Campeoinato alagoano - CRB 2 x Estivadores 1.
A defesa é do goleiro do CRB, Dirceu. Boleado do Estivadores tenta cabecear e o zagueiro  Zé Luiz do CRB ,torce pela defesa  do seu goleiro..



1947 - Campeonato carioca - Fluminense 3 x Flamengo 3.
O goleiro do Flamengo, Luis Borracha, se antecipa ao atacante do Fluminenmse,
Orlando, e faz boa defesa.


1965 - CSA x Guarani.
Gol do CSA. Eric cobrando um penalti. O atacante azulio era um mestre na cobrança de penalidades máximas




1952 - Campeonato brasileiro - Cariocas 1 x Paulistas 1.
Gol de Rodrigues para a seleção paulista. Ele aparece chutando
forte e sem defesa para Castilho.


1951 - CSA 1 x Velez Sasfield da Argentina 1.
A foto do lance é do CSA. Milton Mongôlo cobrou um penalti
de maneira que o goleirto Rugillo não teve como defender.


1950 - Decisão do campeonato carioca - Vasco 2 x América 1
Lance do segundo gol de Ademir na vitória contra os americanos.
O goleiro do América é Osni,
(foto do Globo Esportivo)


1981 - CSA 1 x CRB 0.
No lance, o zagueiro do CSA, Filipão, cabecea para fora depois da cobrança de escanteio.
Dentinho e Freitasa aguartdam uma sobra que não chegou.



1956 - Campeonato carioca - Flamengo 1 x Fluminense 0.
Final do lance do único gol da partida..
Babá encobre op goleiro Castilho qure não teve chance.
(foto da Manchete Esportiva)


1981 -  CSA 3 x Capelense. Jogo que decidiu o titulo para o CSA.
O lance é que antecedeu ao gol de Freitas para o clube do mutange.


1956 - Vasco 2 x Fluminense 1.;
Gol do Vasco: Walter. Apesar do esforço de Castilho a bola entrou no gol tricolor chutada por Walter de fora da área.
(foto da Manchete Esportiva)


1983 - CRB 2 x CSA 0 - Campeonato alagoano.
Lance do gol de Joãozinho Paulista que aparece coma camisa branca concluindo um passe do 
Márcio Ribeiro. Om goleiro Zé Luiz\ está capído e o zagueiro Cape apenas observa o lance. 



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1949 - América 3 x Vasco 2 - Campeonato carioca.
Na foto, um drible sensacional do vascaino Ademir no americano Osvaldinho.
(Foto da revista Esporte Ilustrado)


1965 - CRB 0 x Santos 6 - Amistoso no campo da Pajuçara.
Lance na área do CRB - Evandro tenta parar o ataque do Santos com Peixinho e Zito.
Mais atrás vemos Pinga do CRB. Observem que a geral do campo está totalmente lotada.


1956 - Fluminense 1 x América 0 - campeonato carioca.
O lance é do gol do Valdo
(foto do Esporte Ilustrado)


1965 - Capelense 2 x CSA 1 - Campeonato Alagoano.
Na foto, o gol de Geofonso para o Capelense depois de driblar toda defesa do CSA.
Além do artilheiro ainda aparacem Chita e Renato.
(foto da Gazeta de Alagoas Esportiva)


1945 - Vasco 1 x Fluminense 1 - Campeonato carioca.
Na foto aparece uma defesa do goleiro Fluminense, Robertinho, diante do 
vascaino Ademir e os zagueiros Haroldo e Bigode.
(foto do Esporte Ilustrado)


1965 - CSA 1 x Capelense 0 - Campeonato Alagoano.
Na foto o goleiro Capitão do Capelense defende diante o zagueiro Massangana e
do atacante do CSA Arcanjo.
(foto da Gazeta de Alagoas Esportiva)


1958 - Flamengo 4 x Vasco 1 - Um golaço de Dida depois de driblar duas vezes o zagueiro Belini


1965 - CRB 0 x Santos 6 - Lance na área do CRB com Evandro. Coutinho e Dirceu 
Observem que o campo de Pajuçara estava lotado. Tinha torcedor até das cadeiras de pista.


1946 - decisão do super campeonato carioca - Fluminense 1 x Botafogo 0.
Lance de uma defesa do goleiro do Fluminense, Robertinho, acossado pelo atacante do Botafogo
Heleno de Freitas. O zagueiro tricolor, Haroldo, apenas observa o lance.
foto da revista Esporte Ilustrado.


1963 - CRB 2 x Estivadores 1 - Campeonato Alagoano.
Lance do segundo gol do CRB. Canhoto (10)cometeu falta no goleiro Galego e o juiz Eraldo Quirino
que aparece por trás dos dois e marcou o gol. Incrível, mas aconteceu.


1957 - Campeonato Paulista - Corinthians 2 x São Paulo 1. 
As fotos mostram um golaço de Maurinho que passou até pelo Gilmar.
Foto da revista O Cruzeiro


1949 - Campeonato carioca - Botafogo 2 x Flamengo 1.
A foto mostra a incrível defesa do goleiro do Botafogo - Osvaldo Baliza.
Foto da revista O Esporte Ilustrado.


1966 - Campeonato alagoano - Ferroviário 4 x ASA 0.
Encerrando sua carreira o artilheiro Clóvis mostrou que continuava fazendo seus gols.
No lance, Clóvis passou pelo goleiro Curau e entrou com bola e tudo.


1948 - Decisão do campeonato carioca - Botafogo 3 x Vasco 1.
O goleiro Osvaldo do Botafogo desvia a bola que ia na direção do vascaino Friaça.
Foto da revista Esporte Ilustrado


1952 - Campeonato brasileiro de seleções - Alagoas 3 x Sergipe 1.
Alagoas 2x1 nos noventa minutos e Alagoas 1x0 na prorrogação.
O lance é do gol do Dida ainda no tempo regulamentar. Ele aparece cabeceando para a meta
de Zé de Gemi depois de um chute de Claudinho na trave.
Foto do Roberto Plech.


1938 - Copa do Mundo - Brasil 1 x Itália 2.
Lance da defesa do goleiro brasileiro Walter com Domingos da Guia e Martim observando.
Foto do Esporte Ilustrado

1943 - campeonato carioca - Fluminense 1 x Flamengo l - nas Laranjeiras.
Defesa do goleiro do Flamengo diante do atacante tricolor João Carlos.
Ainda aparecem na foto, Domingos da Guia e Biguá do Flamengo e Pedro Amorim do Fluminense.


1952 - Campeonato alagoano - CRB 3 x  CSA 2 - na Pajuçara.
Defesa do goleiro Dudu do CSA. Ainda aparecem Eduardo. Zeca e Bem.
Foto do Reberto Plech.


1947 - Vasco 5 x Flamengo 2 - Campeonato carioca.
A foto é do primeiro gol do Flamengo. O ponta esquerda Vevé deu um peixinho espetacular.
Foto do Esporte Ilustrado.


1946 - Bahia 1 x Alagoas 0 - em Salvador pelo campeonato brasileiro de seleções.
Ataque dos baianos que deu em nada. A cabeçada foi para fora. O goleiro Dudu estava atento e o zagueiro Miguel Rosas ficava na linha do gol para qualquer eventualidade.


1952 - Vasco 1 x Flamengo 0 - Campeonato carioca.
Mais um golaço do grande artilheiro do Vasco, Ademir. Ele passou por Jadir e Leoni para desviar a bola do goleiro Garcia,
(foto do Jornal O Globo).


1953 - Campeonato carioca - Auto Esporte 2 x CSA 1.
O atacante Italo, do Auto Esporte, foi a grande figura da partida assinalando dois gols.
Na foto, o segundo gol de Italo que aparece assinalado pela sete, atrás dos zagueiros do CSA, 
Arestides e Zanélio. 
(foto do Roberto Plech)

                                   
                                   1942 - Madureira 1 x Fluminense 0 - campeonato carioca.
                  Lance de um dos gols do Madureira. Gol do centro avante Isaias. Um golaço.
                                                                   Um gol de letra.
                                                            (da revista  Esporte Ilustrado)
                             
                                                                     
                               1944 - Flamengo 1 x Vasco 0 - decisão do campeonato carioca.
              Lance do discutido gol do Flamengo. Segundo os vascainos, Valido de apoio em
                       Argemiro para a cabeçada fatal. Na foto vemos o goleiro Barqueta caido,
                                                  Pirilo do Flamengo e Rafanelli do Vasco.
                                                        (da revista  Esporte Ilustrado).


                            1946 - Alagoas 2 x Sergipe 1 - campeonato brasileiro de seleções.
          No lance,o atacante alagoano Zé Maria procura cabecear para o companheiro Oscarzinho.
                                                    O zagueiro sergipano apenas observa.
     Notem que a geral do campo do mutange está totalmente lotado. Os torcedores estão de branco.
                                                  Fora do campo também tem muita gente.
               

1947 - Botafogo 1 x América 0 - campeonato carioca.
No lance, o goleiro Osvaldo do Botafogo faz um bela defesa se antecipando
ao atacante do América, Maneco.
(da revista Esporte Ilustrado).


1947 - Vasco 2 x Botafogo 0 - campeonato carioca\
O lance é do segundo gol do Vasco. O centro avante Dimas
se antecipou ao goleiro Osvaldo e consolidou a vitória vascaina.
(da revista Esporte Ilustrado).